Muitas pessoas sentem-se inseguras e indecisas quanto ao momento em que necessitam de procurar ajuda psicológica quer para si, quer para um filho, quer para um familiar, quer para um amigo.
Estas dúvidas são naturais e surgem porque a linha que separa a necessidade de acompanhamento e de momentos / fases menos boas emocionalmente, mas que conseguimos ultrapassar, é muito ténue.
Demasiadas vezes, a procura de ajuda surge quando a situação atinge um sofrimento extremo, em que a pessoa se encontra já muito fragilizada e se sente encurralada, sem qualquer saída. Até esse momento passou horas, dias, meses, anos num sofrimento mudo. Perdeu a esperança no futuro e vê-se a si, aos outros e ao mundo sem solução. Este espiral de “auto destruição” poderia ser menos doloroso se a pessoa tivesse procurado ajuda profissional no momento certo.
Então como devo decidir? Em que devo basear a minha decisão?, perguntam vocês.
De uma forma simples, a decisão deve ser tomada com base na intensidade, duração e impacto, traduzidas nas seguintes perguntas:
- O sofrimento é muito intenso?
- O sofrimento já dura há muito tempo e não se sentem melhorias, muito pelo contrário?
- O sofrimento tem implicações negativas no dia a dia da pessoa?
Se a resposta a estas três perguntas foi sim, é muito provável que o acompanhamento psicológico seja extremamente necessário.
Artigo escrito por: Catarina Sá (Psicóloga no Centro de Conforto e Saúde)

