O processamento inadequado de informação sensorial pode gerar dificuldades de aprendizagem, problemas motores e dificuldades nas atividades da vida diária. Crianças com esta disfunção, apesar de serem inteligentes, podem não conseguir ter um nível de realização consonante com o seu potencial intelectual.
Existem vários sinais que podem ser indicadores da existência de uma disfunção da integração sensorial, nomeadamente:
pouca ou muita sensibilidade ao toque, ao movimento, a estímulos visuais e auditivos;
problemas de coordenação motora e equilíbrio;
excesso de atividade ou lentidão;
comportamento impulsivo ou dispersivo;
atraso na fala e linguagem;
baixo rendimento escolar;
dificuldade para planear movimentos e estabelecer uma sequência de tarefas;
falta de força e tónus muscular;
dificuldade para se ajustar a situações novas e baixa autoestima.
Estas dificuldades são notórias em diferentes contextos e não precisam de estar todas presentes para ser feito o diagnóstico.
Nestas situações é fundamental recorrer à terapia de integração sensorial, que decorre num ambiente clínico lúdico e recorre a equipamentos que as crianças habitualmente gostam muito, como por exemplo: bolas de diferentes tamanhos, almofadões, brinquedos, baloiços entre outros.
Antes de iniciar a terapia, é feita uma avaliação para detetar os problemas e definir o programa de intervenção, que é delineado com intuito de proporcionar desafios adequados às crianças que promovam o seu desenvolvimento e melhorem o seu desempenho funcional.
Os terapeutas ocupacionais, com especialização em integração sensorial, trabalham em parceria com as famílias e escolas.