A relação de casal é constituída por 3 entidades distintas que interagem e se mantêm. À identidade de cada um (e por intermédio destas) acresce a identidade do casal. É fundamental, para a saúde individual e da relação, que estas identidades se mantenham consistentes e seguras, sem se fundirem, emaranharem ou confundirem.
Este desafio acaba, muitas vezes, por sucumbir em relações onde a negociação, a comunicação, assertividade e/ou o estabelecimento de limites possam estar em causa. É no contexto destes desafios e dificuldades que se instalam os problemas mais comuns nas relações de casal, que se evidenciam através de conflitos frequentes, afastamento emocional, indisponibilidade mútua, problemas sexuais ou na intimidade ou um ambiente de casal pesado e tendencialmente negativo.
A Terapia de Casal oferece assim um espaço, apoiado por um profissional especializado, onde os elementos do casal podem refletir e experimentar novos posicionamentos que respeitem as identidades individuais, fortalecendo e, muitas vezes, econtrando a identidade conjugal mais confortável para ambos. Neste contexto o psicólog assume-se como terapeuta do casal e não dos indivíduos, mas a investigação aponta para que os benefícios da intervenção em casal suplantem a saúde do casal e tragam também diferenças positivas na saúde mental individual. Efetivamente, o stress no casal está correlacionado positivamente com o mal-estar individual em termos emocionais e físicos.
A relevância das relações de casal, e da sua saúde e bem-estar, para a saúde física e mental dos indivíduos que constituem o casal e as famílias está bem consistente na literatura e é por isso uma permissa que devemos assumir com responsabilidade quando integramos uma relação de casal. Investir na sua saúde é fundamental para garantirmos adultos, crianças e famílias saudáveis!
Em caso de disfunção ou dificuldade a Terapia de Casal é um recurso eficaz!
Bibliografia:
Snyder, D. K., Castellani, A. M. & Whisman, M. A. (2006). Current Status and Future Directions in Couple Therapy. Annual Review of Psychology, 57, pp- 317-344. https://doi.org/10.1146/annurev.psych.56.091103.070154
Davis, S. D., Lebow, J. L. & Sprenkle, D. H. (2012). Common factors of change in couple therapy. Behavioral Therapy, 43(1), pp. 36-48. DOI: 10.1016/j.beth.2011.01.009

