A Perturbação do Espectro do Autismo é um transtorno de neurodesenvolvimento que envolve desafios persistentes ao nível da comunicação, interação social, comportamentos respetivos e restritos.
Um transtorno, que durante muitos anos foi associado à infância, hoje esta teoria caí por terra e felizmente já existem muitos diagnósticos realizados em adultos. Afinal as crianças crescem, tornam-se adolescentes e adultos com uma vida longa pela frente.
Sinais precoces de autismo, podem ser identificados pelos pais, cuidadores e educadores de infância, e sendo um transtorno, que tem vindo a ganhar interesse e curiosidade pela população em geral, a par da maior e melhor capacitação de agentes educativos e de saúde, é cada vez mais importante falar sobre ele noutras fases da vida.
O mês de abril chama a atenção para a consciencialização, para a necessidade de integração, inclusão e respeito pela pessoa com autismo.
Surgem movimentos corporativos de entidades de saúde, alinham-se sociedade em geral, escolas e fala-se da importância de identificar os sinais, elaboram-se listas de sintomas, discute-se a importância de diagnosticar e intervir e não rotular.
Ao longo dos anos a intervenção junto de crianças, adolescentes, adultos e famílias, reforça a ideia de individualidade e de necessidade de informação. Com ou sem diagnóstico, as famílias precisam de estar informadas sobre as diversas manifestações da perturbação do espectro do autismo e de eventuais comorbilidades.
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O espectro que se apresenta de diferentes formas, desafiando listas de sinais e manifestações. Individualidades priorizadas a programas de intervenção, cegamente copiados de enciclopédias de saúde.
Reconhecer impactos e melhorar funcionalidades pode ser a resposta para muitas famílias.
A família que cuida, acompanha, que sofre e festeja. As esposas, maridos, mães, pais filhos e irmãos que vivem momentos de autênticas rodas vivas em determinados momentos e que precisam de apoio, acompanhamento e INFORMAÇÃO.
Informação sobre o que se pensa que o Autismo é e sobre o que não é e fundamentalmente sobre como se manifesta naquela pessoa.
Cabe aos profissionais de saúde informar, acompanhar e evitar a medonha palavra de “rotular”. Só estando informada, é que a família e a pessoa com autismo poderá compreender os seus comportamentos, dificuldades e potenciar a funcionalidade e bem-estar.
A adolescência, trás desafios a qualquer jovem, e a quem tem autismo ainda mais, logo é fundamental que pais e a pessoa saiba o que esperar nesta fase, assim como a entrada para a faculdade e transições para momentos desafiantes da vida diária.
A idade adulta, necessita de tanto cuidado como na infância, e descurar o apoio e intervenção nesta fase da vida, não é solução para uma boa adaptação ao contexto académico, de trabalho ou ocupacional.
A procura de profissionais experientes e capacitados para dar informações é crucial.
Artigo escrito pelo Centro de Conforto e Saúde

