Mitos e verdades sobre a saúde mental

Falar sobre saúde mental tornou-se mais comum nos últimos anos, mas ainda há muitos preconceitos e ideias erradas que afastam as pessoas da ajuda de que precisam. A existência destes mitos cria barreiras que fazem com que adultos, jovens e até pais de crianças em sofrimento adiem ou evitem procurar acompanhamento especializado. Para marcar o Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala a 10 de outubro, é fundamental desconstruir estas crenças e aproximar as pessoas de um olhar mais realista, humano e compassivo sobre este tema.

Principais Mitos

Um dos mitos mais comuns é a ideia de que ‘ir ao psiquiatra é só para casos graves‘. Esta crença leva muitos a acreditarem que apenas situações extremas justificam uma consulta. A verdade é que a psiquiatria é uma especialidade médica que acompanha desde situações mais comuns, como ansiedade, insónias e alterações de humor, até casos mais complexos. Procurar ajuda cedo pode evitar o agravamento de sintomas e proporcionar uma recuperação mais rápida e eficaz.

Outro mito frequente é que ‘quem toma medicação psiquiátrica fica dependente’. Este receio faz com que muitos recusem um tratamento que poderia melhorar significativamente a sua qualidade de vida. A realidade é que a medicação só é prescrita quando necessária, em doses ajustadas a cada caso e sempre acompanhada por estratégias complementares. Nem todas as pessoas precisam de medicação, e quando precisam, esta pode ser temporária e monitorizada.

Também é comum ouvir que ‘as crianças não precisam de apoio em saúde mental’. No entanto, crianças e adolescentes também podem enfrentar desafios emocionais importantes. Ansiedade, medos persistentes, dificuldades de comportamento ou alterações súbitas de humor podem exigir acompanhamento psicológico ou mesmo pedopsiquiátrico. Quanto mais cedo se intervir, maior é a probabilidade de a criança desenvolver recursos saudáveis para o futuro.

Outro mito perigoso é acreditar que ‘quem tem problemas de saúde mental é fraco’. Nada poderia estar mais longe da verdade. A saúde mental não é uma questão de força ou fraqueza, mas sim de equilíbrio, de fatores biológicos, psicológicos e sociais que influenciam a forma como pensamos, sentimos e agimos. Procurar ajuda é, na verdade, um ato de coragem.

Neste Dia Mundial da Saúde Mental, reforçamos no Centro de Conforto e Saúde a nossa missão: estar ao lado de quem precisa, com uma equipa de psicólogos, psiquiatras e pedopsiquiatras prontos para apoiar, sem julgamentos e com a certeza de que ninguém deve carregar os seus desafios sozinho.

 

Cuidar da saúde mental é um direito de todos. E desconstruir mitos é o primeiro passo para garantir que mais pessoas se sintam seguras a dar o passo de pedir ajuda.

 

 

Catarina Sá

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Facebook
YouTube
Instagram