A ida ao psiquiatra tem que ser entendida como uma ida ao médico

A Psiquiatria tem sido vista, ao longo dos tempos, como o parente pobre da Medicina, porque, até há poucos anos, as doenças do foro mental não eram entendidas como doenças físicas, ou seja, doenças com uma base orgânica como uma diabetes ou uma hipertensão arterial.  

No entanto, qualquer pessoa que já passou por um stress intenso quer seja pela espera por um resultado de um exame médico, pela morte de um familiar, pela separação de um ente querido, percebe a importância da Saúde Mental. 

Se pensarmos que quadros de ansiedade, insónia, depressão, psicose, entre outros, têm como base alterações nas substâncias cerebrais percebemos o fundamental que pode ser, nestes e noutros quadros, a utilização da medicação para a estabilização clínica da pessoa que delas padece.

Assim, uma abordagem bio-psico-social que incluiu uma abrangência de estratégias que englobam não só a medicação mas também o acompanhamento em consulta de Psicologia, a adoção de estilos de vida saudáveis, entre outros, auxiliam comprovadamente pessoas que padecem de doenças mentais. 

Por isso mesmo, a ida ao psiquiatra tem que ser entendida como uma ida ao médicoe a consulta de Psiquiatria como um momento de empatia, compreensão e ajuda para com a pessoa em sofrimento. 

 

Artigo escrito por: Dra. Olga Campos (Psiquiatra)

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